Sob certos aspectos, cada homem é:
- Como todos os outros homens.
- Como alguns outros homens.
- Como nenhum outro homem.
(Clyde Kluckhohn e Henry A. Murray (orgs.). Personality in Nature, Society and Culture. Nova York, Alfred A. Knopf, 1949. p. 35.)
19/04/2021
Sob certos aspectos, cada homem é:
(Clyde Kluckhohn e Henry A. Murray (orgs.). Personality in Nature, Society and Culture. Nova York, Alfred A. Knopf, 1949. p. 35.)
Os fatores no desenvolvimento da personalidade são: (l) herança biológica, (2) ambiente físico, (3) cultura, (4) experiência de grupo e (5) experiência única
Uma casa de tijolos não pode ser construída com pedras ou bambus; mas de uma pilha de tijolos pode ser construída una grande variedade de casas. A herança biológica proporciona as matérias-primas da personalidade, e estas matérias-primas podem ser moldadas de muitas maneiras diferentes.
Em qualquer espécie de clima pode-se encontrar qualquer tipo de personalidade.
Algumas experiências são comuns a todas as culturas.
Personalidade “modal”
“Cada sociedade desenvolve um ou mais tipos básicos de personalidade que se ajustam à cultura. Os dobuanos não treinam consciente ou intencionalmente os filhos para serem hostis e desconfiados; mas a atmosfera de traição e medo constantes produz este resultado. Cada cultura, sendo simplesmente o que é, molda a personalidade que se ajusta a ela.”(p.75)
A partir do momento em que nasce, a criança é tratada de certas maneiras que moldam a personalidade. Cada cultura propicia um conjunto de influências gerais que variam infindavelmente de uma sociedade para outra. (p.75)
“…é a atmosfera total e não uma prática específica que tem importância no desenvolvimento da personalidade. Importa menos saber se a criança é amamentada no peito ou na mamadeira; o importante é verificar se esta alimentação é um momento afetuoso de carinho, em um mundo aconchegante e seguro, ou um incidente apressado, casual, em um ambiente impessoal, destituído de sentimentos e de envolvimento. (p.75-76)
Parece inevitável um relacionamento íntimo entre personalidade e cultura, porque, em certo sentido, ambas são dois aspectos da mesma coisa. (p.76)
“Em uma sociedade estável, bem integrada, a personalidade é um aspecto individual da cultura, ao passo que a cultura é um aspecto coletivo da personalidade.” Spiro [1951] (p.76)
“não podemos descrever a personalidade normal[modal] (…) sem primeiramente fazer referência à subcultura que temos em mente” (p.76)
Cada sociedade e cada grupo social permite um certo grau de desvio em relação à personalidade modal. Quando este desvio vai além do que o grupo ou a sociedade consideram “normal”, então a pessoa é considerada “desviante”.
“socialização é o processo peto qual uma pessoa internaliza as normas dos grupos em que vive, de modo que surja um ‘eu’ distinto, único para um dado indivíduo” (p.77)
Quando a vida de uma pessoa começa não existe eu…
Sem a experiência grupal a personalidade humana não se desenvolve…
O conceito do eu é desenvolvido por meio de um processo gradual e complexo que continua a vida toda. O conceito é uma imagem que a pessoa forma somente com o auxílio de outras. (p.78)
A auto-imagem de uma pessoa não precisa ter relação com fatos objetivos. (p.78)
…é nossa percepção das respostas dos outros e não suas respostas reais que molda nossa autoimagem, e tais percepções com frequência são inexatas.
O ‘outro generalizado’ é o conjunto das expectativas que uma pessoa acredita que os outros tenham a seu respeito. (p. 79)
“os outros significantes”: são as pessoas que exercem grande influência nas atitudes dos indivíduos…
Reinvindicações pulsionais do indivíduo X possibilidade sociais limitadas de satisfação
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